Especialistas orientam executivos sobre a identificação de espécies em planos de manejo florestal
Os executivos dos sindicatos ligados ao Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) participaram de palestra especializada sobre a identificação de espécies em inventários florestais. O tema foi tratado na última sexta-feira (21), em Cuiabá, durante o Encontro dos Executivos do Setor de Base Florestal (Enesf), e foi conduzido pelas engenheiras florestais e doutoras Marcela Gomes e Gracialda Ferreira, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).
A identificação correta das espécies é um procedimento essencial para o manejo florestal responsável. De acordo com Gracialda, especialista em botânica, é fundamental catalogar as plantas que serão exploradas e incluí-las no laudo técnico, seguindo as instruções normativas ambientais vigentes. O processo envolve a análise de características morfológicas e anatômicas da madeira para assegurar a identificação correta das espécies. “A legislação estadual exige que todas as árvores incluídas no inventário tenham nome científico. Algumas espécies apresentam complexidades taxonômicas, exigindo um olhar técnico mais apurado”, explicou.
Marcela acrescenta que a avaliação da estrutura anatômica da madeira e dos grupos taxonômicos é determinante para evitar problemas no transporte da madeira. Segundo ela, a identificação pode ser feita com instrumentos como lupa e estilete, mas também exige experiência prática. “Muitos profissionais do setor madeireiro desenvolvem habilidades intuitivas para essa análise, mas um treinamento adequado é essencial para garantir a precisão e evitar erros que possam levar a penalizações”, destacou.
Carlos Roberto Torremocha, presidente do Sindilam de Aripuanã (MT), enfatizou a importância do tema para o setor e as dificuldades enfrentadas pelos empresários. “Temos um grande desafio com a falta de mão de obra especializada para a identificação precisa da madeira. Isso pode resultar em apreensão de cargas e multas elevadas, gerando incertezas no envio dos produtos. E muito dos nossos empresários vêm sendo punidos, sem intenção de realizar o transporte de uma carga irregular”, pontuou.
Durante a palestra, as engenheiras reforçaram a necessidade de treinamento no processo de identificação das espécies para garantir conformidade com a legislação ambiental e segurança no setor madeireiro, promovendo uma exploração florestal mais eficiente e regularizada.
Assessoria de Comunicação Cipem