Indústria e governo juntos pelo desenvolvimento do Nordeste e da Amazônia Legal

29/01/2020 - 18h17

Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Nordeste Forte, Ação Pró-Amazônia e Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) formalizaram nesta terça-feira (28) a criação de um grupo de trabalho focado em soluções para fortalecer a indústria na Amazônia Legal e Nordeste. Na pauta, também entrou a renovação do acordo de cooperação técnica a ser assinado entre CNI e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para, entre outras ações, realizar um programa de qualificação com foco na ampliação do acesso a linhas de crédito diferenciadas.

Durante a reunião realizada no MDR e presidida pelo ministro Gustavo Canuto, foi feito um balanço das ações do Ministério e das entidades representativas da indústria em 2019 e apresentada a agenda 2020. O ministro informou que as prioridades do governo para o Nordeste são a infraestrutura hídrica e as fontes renováveis de energia. Para a Amazônica Legal, são o saneamento e a agregação de valor para potencializar cadeias produtivas já existentes.

Entre os destaques da reunião, uma carta assinada pelos representantes do setor industrial solicitando a exclusão dos Fundos de Apoio ao Desenvolvimento Regional da PEC 187/2019, em tramitação no Congresso Nacional. O texto da PEC possibilita a extinção dos Fundos Públicos e a utilização de recursos não aplicados para o pagamento de dívida pública.

Representantes da indústria avaliaram como bastante positiva a reunião e a criação do GT com o MDR. “Costumo dizer que o Nordeste não é um problema para o Brasil, mas uma solução. Com investimentos e ações adequadas temos condições de impulsionar o crescimento do país”, comentou o presidente das Associação Nordeste Forte e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales. “O desenvolvimento da região Amazônica não diz respeito só ao norte, mas ao Brasil e ao mundo. Nesse sentido, fiquei feliz com a atenção que o governo tem dado às nossas demandas e em poder manifestar claramente o desejo de participarmos da discussão sobre os investimentos em saneamento na nossa região”, comentou o presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias do Acre (FIEAC), José Adriano.

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Gustavo de Oliveira, participou do encontro e defendeu a necessidade de se desenhar uma estratégia não apenas de investimentos públicos como também de investimentos privados, dando como exemplo os projetos de ferrovias existentes em Mato Grosso. Na opinião dele, faltou durante muito tempo um olhar do Governo Federal para o potencial das regiões Nordeste e Centro Oeste. Também destacou a questão dos biocombustíveis, já que toda a região possui potencial para a produção do biodiesel e do etanol de cana e milho. Por fim, frisou a necessidade de se melhorar a infraestutura de telecomunicações, pois existe uma grande dificuldade na integração de sistemas e equipamentos que atrapalha a produtividade do agronegócio, por exemplo.

Também participaram do encontro o secretário-executivo do MDR, Mauro Biancamano; a secretária nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano do ministério, Adriana Alves; o superintendente da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Paulo Roberto Correia; o superintendente da Sudene, Douglas Cintra; o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro; presidentes e vice-presidentes das federações das indústrias das região Amazônia e Nordeste, o gerente-executivo de Relacionamento com o Poder Executivo da CNI, Pablo Silva Cesário, e a subsecretária de Planejamento Integrado, Fundos e Incentivos Fiscais, Cilene Dórea.

Agência CNI de Notícias | Comunicação Fiemt

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