Encontro debate investimento social privado em Mato Grosso

07/07/2022 - 14h01
Redes de Investidores Sociais de Mato Grosso (RIS-MT),
Uma oportunidade para entender os benefícios e desafios
na hora de fazer doação. Foto: Viviane Saggin

Realizar projetos próprios ou apoiar OSCs? Benefícios e desafios de cada escolha para o investimento social privado foi tema do 6º Encontro da Rede de Investidores Sociais de Mato Grosso (RIS-MT), realizado nesta quinta-feira (07), na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). Uma oportunidade para entender os benefícios e desafios na hora de fazer doação, além de reforçar o papel das empresas na transformação local.

Organizado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), uma plataforma de fortalecimento da filantropia e do investimento privado no Brasil, em parceria com a Fiemt, Fundação André e Lúcia Maggi (FALM) e Unimed, o evento contou com a participação de diversas organizações como Itaú Social, Sicoob, Sicredi, Redes de Territórios, Plastibrás, Refrigerantes Marajá e Institutos Farmun e Cometa, entre outros. Foi um momento para apresentar iniciativas sobre a temática, aprofundar discussões e fomentar ações em conjunto.

O consultor da GIFE Rodrigo Alvarez destacou que o principal desafio é as empresas se reconhecerem como parte de um esforço coletivo, com foco no desenvolvimento da região, tendo em vista que a realidade social é uma só. “ A RIS é o espaço para que essas empresas possam se encontrar e possam articular ações conjuntas e aprender junto também a como fazer a sua ação social de forma complementar ou até em parceria”.

Segundo ele, as oportunidades estão surgindo, tanto para o aprendizado, quanto de investimento conjunto. Uma delas é um fundo de educação que está sendo criado pela rede, já com cinco empresas aportando recursos”, afirma, Alvarez,

Rede de Investidores Sociais de Mato Grosso (RIS-MT),
A RIS está preparada para trocar ideias e fomentar ​​​​​boas
iniciativas. Foto: Viviane Saggin

Para a gerente de Investimento Social da FALM, Aletéa Rufino, é preciso entender quem são e quais ações já estão sendo desenvolvidas, sejam elas assistenciais, filantrópicas ou pontuais, de forma a contribuir coletivamente. “Alguns temas são importantes para todos e quando entendermos quais são as dores de todo mundo é exatamente onde precisamos atuar, fortalecer iniciativas já existentes, apoiar os demais parceiros, aportar mais investimento”, afirmou.

Compartilhando da mesma visão, a vice-presidente do Conselho Temático de Responsabilidade Social (Cores) da Fiemt e diretora executiva da Refrigerantes Marajá, Ulana Maria Bruehmueller, lembrou que o objetivo é incentivar empresas e instituições a ingressarem na rede de investimento social privado e que, nesse contexto, a Fiemt atua como facilitadora, divulgando e orientando industriais e empresários como investir e aportar recursos. “A gente sabe que a demanda pelo social é bastante grande e significativa e sempre surgem dúvidas: é mais interessante ter um projeto próprio, se sim, em que área posso desenvolver? Vou contribuir com outras organizações sociais?”, exemplifica.

De acordo com Ulana, a RIS está preparada para trocar ideias e fomentar boas iniciativas. Além disso, é preciso que as empresas estejam alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotada e lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como parte da chamada Agenda 2030, e tenham a consciência em que a empresa impacta.  “A ideia é que essas ações contemplem medidas efetivas para obter avanços nas diferentes dimensões que compõem essa agenda”.

A Rede

A Rede de Investidores Sociais de Mato Grosso (RIS-MT) tem como missão ampliar o impacto e os resultados das ações filantrópicas e de investimento social em Mato Grosso por meio da ação coletiva e coordenada de investidores sociais, gerando benefícios mensuráveis e permanentes para a região.

Entre os principais objetivos estão formação continuada sobre o tema, fortalecimento das iniciativas já existentes – ampliando e qualificando suas ações e projetos de filantropia e investimento social. Para os públicos beneficiados o foco é ampliar os benefícios sociais, minimizando possíveis impactos indesejáveis ou negativos sobre as pessoas e as comunidades e buscar a autonomia das pessoas e organizações apoiadas, oferecendo oportunidades de educação, emprego e desenvolvimento e apoiando a busca pela segurança alimentar.

Clique aqui para acessar a carta de princípios da RIS Mato.

Texto: Viviane Saggin - Sistema Fiemt

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