Presidente da Fiemt destaca papel estratégico da indústria em Fórum sobre Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico - Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso

Presidente da Fiemt destaca papel estratégico da indústria em Fórum sobre Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico

28/08/2025 - 18h35
LIDE
Representantes do painel Desenvolvimento Econômico e
Sustentabilidade: um equilíbrio necessário

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, participou do Fórum Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico, realizado nos dias 27 e 28 de agosto pelo LIDE MT em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O encontro reuniu autoridades e especialistas para debater temas estratégicos ligados à economia verde, agro sustentável, transição energética e governança climática.

LIDE
Gustavo de Oliveira abordou o desenvolvimento econômico
sob a perspectiva da mineração e os preconceitos contra o setor

Silvio integrou o painel “Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade: um equilíbrio necessário”, que também contou com a presença do diretor da CNI, Alexandre Furlan, do economista Paulo Rabello de Castro, do presidente do Instituto Atlântico e vice-presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, e do secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Fernando Medeiros.

Em sua fala, o presidente foi enfático ao afirmar que não existe desenvolvimento sustentável sem indústria. “Em Mato Grosso, aprendemos isso na prática. Temos um setor produtivo moderno, antenado aos desafios que o mundo atual nos impõe. Que preserva e produz ao mesmo tempo. E aqui em Mato Grosso podemos dizer com orgulho que somos, sim, modelo de desenvolvimento econômico sustentável”, declarou.

Ele lembrou que, entre 2021 e 2022, o PIB de Mato Grosso cresceu 10,4%, o segundo maior do Brasil, e que o PIB industrial triplicou nos últimos dez anos. Hoje, o estado abriga quase 16 mil indústrias, presentes em 138 municípios, que geram 191 mil empregos formais e garantem 34% da arrecadação de ICMS. “Onde chega a indústria, chega desenvolvimento”, afirmou.

Ao comentar a Nova Indústria Brasil (NIB), Rangel ressaltou que a agenda traz diretrizes importantes para que o país volte a ter uma política industrial de Estado, e destacou a vocação de Mato Grosso para ser protagonista nesse movimento. “Temos condições de alinhar nossa produção agro com a transformação industrial sustentável. Mas é fundamental que esse plano chegue de fato ao empresário”, afirmou.

lide
Alexandre Furlan falou sobre relações trabalhistas,
desenvolvimento e a experiência bem sucesida da Plastibrás

Ele também alertou para os entraves ao crescimento industrial, em especial os juros elevados. “Com uma Selic de 15%, novos investimentos ficam inviabilizados. Precisamos de crédito acessível, estável e de longo prazo para modernizar plantas, investir em inovação e manter a competitividade da indústria brasileira”, defendeu.

Outro ponto de crítica foi o PL nº 1087/25, que trata da taxação de dividendos. Para o presidente da Fiemt, a proposta configura uma dupla cobrança ao empreendedor. “Nossas empresas já recolhem até 34% de impostos sobre o lucro. Cobrar mais até 27,5% sobre dividendos significa reduzir a capacidade de reinvestimento e inovação”, explicou.

Rangel ressaltou ainda que a indústria responde por 70% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, o que a coloca no centro da agenda de inovação e sustentabilidade. Ele citou exemplos locais, como empresas que transformam resíduos da suinocultura em energia limpa e que desenvolvem caminhões movidos a biogás, mostrando que o futuro da produção passa pela inovação aliada à preservação ambiental.

lide
Silvio Rangel, presidente da Fiemt, defendeu a indústrias como
motor do desenvolvimento sustentável

Ao finalizar sua participação, reforçou o papel da indústria como vetor estratégico para o país. “O Brasil precisa voltar a acreditar na indústria. Mato Grosso mostra que é possível crescer, gerar empregos e, ao mesmo tempo, preservar. Mas, para transformar oportunidades em realidade, precisamos de crédito acessível, segurança jurídica e políticas consistentes. Esse é o equilíbrio necessário entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade: valorizar quem produz, estimular a inovação e construir uma política industrial de Estado. O Brasil tem todas as condições para liderar esse caminho – e Mato Grosso quer ser protagonista dessa nova fase”, concluiu.

Acompanhe o Sistema Fiemt nas redes sociais:

Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso
Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 4.193 - Centro Político Administrativo
Cuiabá - MT / CEP 78049-940 | Fone: (65) 3611-1500 / 3611-1555