Sistema Fiemt e CNI promovem debate sobre judicialização da inclusão escolar
realizado na sede da Fiemt, em Cuiabá
O Sistema da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou a 13ª edição do evento Diálogos sobre o Judiciário, com foco na judicialização da inclusão escolar e seus impactos na efetividade dos direitos fundamentais.
A abertura foi conduzida pela gerente jurídica do Sistema Fiemt, Dirla Menezes, ao lado do diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, do sistema de Justiça, conselheiros, advogados e especialistas da área educacional.
Durante a abertura, Dirla Menezes destacou a relevância do tema e a necessidade de uma abordagem ampla e integrada. Segundo ela, a discussão sobre inclusão escolar exige a participação de diferentes atores envolvidos no processo.
“Falar sobre educação inclusiva nos traz uma reflexão grande em todos os aspectos. Nós temos que pensar em todos os atores que envolvem esse cenário, como as próprias crianças, os pais, as escolas, o Poder Judiciário e os órgãos de controle”, afirmou.
Ela ressaltou que o objetivo do encontro é promover o diálogo e contribuir para o avanço das discussões sobre o tema. “Diante disso, é que nós estamos aqui para conversar sobre esse tema, que é muito importante para todos nós”, completou.
na manhã desta quinta-feira
O diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino, também destacou a relevância do debate para a sociedade brasileira e para os serviços sociais ligados à indústria.
No contexto da inclusão escolar, o Serviço Social da Indústria (Sesi), que integra o Sistema Fiemt, é destaque como agente direto na oferta de educação básica.
Nas duas unidades do Sesi Escola de Referência, são 2.360 alunos matriculados, dos quais 289 possuem laudos, o que representa 12,25% do total, dado que evidencia a dimensão prática do tema debatido e os desafios enfrentados pelas instituições de ensino.
O evento contou ainda com a participação do promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior; do superintendente jurídico da CNI, Fabiano Pereira; do gerente Jurídico da CNI, Marcos Torres; da especialista ECA e EJA do Sesi, Paula Batista; além da coordenadora de Contencioso do Sistema Fiemt, Cristinny Santana, e outros representantes do Sistema Fiemt.
Ao longo do encontro, foram discutidos os desafios relacionados à judicialização da educação inclusiva, bem como os impactos das decisões judiciais na rotina das instituições de ensino.
Texto e fotos: Felipe Leonel