Fiemt e Sinvest MT participam do lançamento de programa para impulsionar industrialização do algodão
defendem ampliação da competitividade da indústria têxtil
A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e o Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Mato Grosso (Sinvest MT) participaram, nesta quarta-feira (27.05), do lançamento do Programa de Fomento à Indústria Têxtil de Mato Grosso, iniciativa voltada à verticalização da cadeia do algodão, ampliação da competitividade industrial e geração de emprego e renda.
O evento foi realizado no auditório Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. A proposta busca estimular a industrialização do algodão produzido em Mato Grosso. Atualmente, apesar de liderar a produção nacional da fibra, grande parte da matéria-prima ainda é industrializada fora do estado.
Durante o evento, o governador Otaviano Pivetta afirmou que o programa representa um passo importante para ampliar a agregação de valor à produção mato-grossense.
“Começar é necessário. O decreto é justamente para oferecer condições para quem queira verticalizar a cadeia do algodão aqui no Mato Grosso, fazer fio, tecido ou malha. Nós queremos que a indústria têxtil tenha Mato Grosso como um porto seguro para investimentos”, declarou.
O vice-presidente da Fiemt, Sérgio Antunes, destacou que a iniciativa atende uma demanda antiga do setor industrial.
“Cada vez que a gente melhora o ambiente tributário e econômico, traz mais perto a industrialização. Não é fácil, mas estamos no caminho. Hoje é um passo importante para impulsionar ainda mais a nossa indústria”, afirmou.
Segundo Antunes, o setor identificou distorções tributárias que dificultavam a competitividade da indústria local.
para discutir a verticalização da cadeia do algodão
“Chegamos à conclusão de que era mais caro comprar algodão em Mato Grosso do que em Santa Catarina. Isso foi levado para a Secretaria de Fazenda e construído em conjunto para melhorar o ambiente de investimentos”, completou.
A presidente do Sinvest MT, Cristina Margonato, afirmou que o programa pode fortalecer toda a cadeia produtiva do setor têxtil.
“Com a competitividade da indústria têxtil aqui, as indústrias de confecção vão conseguir consumir esse produto dentro do próprio Mato Grosso, fazendo com que esse ciclo fique completo no estado e melhorando muito o nosso parque industrial”, disse.
Dados do Observatório de Mato Grosso apontam que o setor têxtil possui atualmente 161 estabelecimentos. Já o Imea estima produção de 2,52 milhões de toneladas de algodão em pluma na safra 2025/26, reforçando o potencial de Mato Grosso para ampliar a industrialização da cadeia produtiva.
Texto: Felipe Leonel