Indústria cobra propostas para o crescimento do país em encontro com presidenciáveis
de que a indústria esteja no centro da estratégia nacional
de desenvolvimento
Representantes da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) participaram, nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, do evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro reuniu os pré-candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de lideranças empresariais de todo o país, para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento econômico, à competitividade e ao futuro da indústria brasileira.
Durante o evento, o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, reforçou a necessidade de que a indústria esteja no centro da estratégia nacional de desenvolvimento. Ao questionar o pré-candidato Flávio Bolsonaro sobre política fiscal e monetária, Rangel destacou que o Brasil registrou crescimento médio do PIB de apenas 2,3% ao ano entre 2000 e 2025, desempenho inferior ao de outros países emergentes, ao mesmo tempo em que convive com juros elevados, pressão inflacionária e aumento dos gastos públicos.
Além dos temas nacionais, o presidente da Fiemt chamou atenção para desafios específicos de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura logística e energética.
o documento Construindo o Brasil 2050
“A indústria precisa estar no centro da estratégia de desenvolvimento do Brasil. Para Mato Grosso, isso significa avançar em infraestrutura, ampliar a oferta de energia trifásica e garantir condições para que possamos continuar crescendo, gerando empregos e agregando valor à nossa produção”, afirmou Silvio Rangel.
O vice-presidente da Fiemt, Cláudio Ottaiano, destacou a importância da aproximação entre o setor produtivo e os pré-candidatos.
“Foi um evento muito importante porque permitiu que a indústria brasileira apresentasse suas preocupações e expectativas diretamente aos pré-candidatos. O diálogo é fundamental para que o país construa políticas públicas alinhadas às necessidades de quem produz, investe e gera empregos”, avaliou.
Na abertura do encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a construção de uma agenda nacional de longo prazo voltada ao fortalecimento da indústria brasileira.
“A revitalização da indústria é o caminho para que o Brasil retome a competitividade e crie empregos de qualidade, com maior renda para a população. Precisamos de uma agenda de Estado capaz de enfrentar os obstáculos que limitam o crescimento econômico do país”, afirmou Alban.
Durante o evento, a CNI apresentou aos presidenciáveis o documento Construindo o Brasil 2050, que reúne propostas estratégicas para ampliar a competitividade e impulsionar o desenvolvimento nacional. O material contempla temas como política industrial, inovação, infraestrutura de transportes, energia, sustentabilidade, cooperação internacional, sistema tributário, segurança jurídica e ambiente de negócios.
vice-presidentes e diretores da Fiemt, alénm de
superintendentes
A delegação mato-grossense foi composta pelos vice-presidentes da Fiemt Cláudio Ottaiano, Rodrigo Guerra, Sérgio Antunes e Wagner Gasbarro; pelos diretores Carlos Coelho Garcia, Henrique Mazzardo, Fernando Kuzai, Massao Koga, Domingos Kennedy, Rafael Real, José Providência, Elias Pedrozo e Claudinei Melo de Freitas; além do superintendente da Fiemt, Lucas Barros, da diretora regional do Senai MT, Fernanda Campos, e do superintendente do Sesi MT, Alexandre Serafim.
Prioridades da Indústria de Mato Grosso
Paralelamente às discussões nacionais, a Fiemt está construindo, em conjunto com os sindicatos industriais, o documento Prioridades da Indústria de Mato Grosso. A iniciativa reunirá propostas e projetos estratégicos para o fortalecimento do setor industrial e servirá de base para o diálogo com os candidatos ao Governo do Estado e ao Legislativo nas eleições deste ano.
O objetivo é consolidar uma agenda voltada à competitividade, à infraestrutura, à energia, à qualificação profissional, à inovação e ao ambiente de negócios, contribuindo para que a indústria continue sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso.
Texto: Ana Rosa Fagundes