Silvio Rangel defende habitação como estratégia para atrair e reter trabalhadores em Mato Grosso
durante o GAFFFF 2026, em Sorriso
O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, destacou a importância da habitação para atrair e reter trabalhadores no estado durante participação no Global Agribusiness Festival (GAFFFF 2026), realizado em Sorriso, entre os dias 23 e 26 de julho.
Rangel participou do painel sobre o Programa Estadual de Habitação, no sábado (25), e defendeu que a indústria seja incorporada como parceira estratégica, ao lado dos governos municipal, estadual e federal, na construção de soluções habitacionais.
Silvio ressaltou que Mato Grosso possui a segunda menor taxa de desocupação do país, de 3,1%, o que evidencia um mercado de trabalho aquecido e, ao mesmo tempo, escassez de mão de obra qualificada. Segundo ele, até 2027, 179 mil trabalhadores precisarão de treinamento, enquanto outros 31 mil necessitarão de formação inicial no estado.
Outro desafio apontado foi a alta rotatividade da mão de obra, que atingiu 70,9% em 2025, com permanência ainda menor entre os trabalhadores mais jovens. Ao mesmo tempo, Mato Grosso continua atraindo população: entre 2017 e 2022, recebeu mais de 103 mil novos moradores, registrando o quarto maior saldo migratório do país.
poder público na área da habitação
"Habitação, mobilidade e qualidade de vida são fatores importantes de competitividade para as pessoas se fixarem aonde elas vêm aqui em Mato Grosso", afirmou.
O presidente da Fiemt lembrou ainda que o déficit habitacional do estado supera 165 mil moradias e cresceu 37,5% entre 2022 e 2023. Silvio destacou também que o salário médio dos trabalhadores da indústria em Mato Grosso é de R$ 2,9 mil, valor enquadrado na Faixa 1 do programa habitacional estadual.
Ele também convocou as indústrias a participarem ativamente do fomento à habitação e citou os exemplos da JBS e da União Avícola, que firmaram parceria com o Governo de Mato Grosso para construir cerca de 2,9 mil moradias destinadas aos trabalhadores.
"Eu chamo a atenção das indústrias de Mato Grosso para fazer essa parceria, seja cedendo o terreno, como foi feito em Nova Marilândia, em que a indústria cedeu até uma parte da parcela também do funcionário. Isso é importante para que a gente possa reter essa mão de obra dentro da região e dentro da indústria", concluiu.
Texto e fotos: Felipe Leonel