Fiemt e Diretoria da Agência Central de Inteligência da PM promovem encontro sobre segurança empresarial
participaram do encontro na Fiemt
A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), por meio da Diretoria da Agência Central de Inteligência (Daci), realizaram, na manhã desta quinta-feira (20), o encontro “Conexão Segura: Prevenção e Impactos Jurídicos na Indústria”, no auditório da Fiemt, em Cuiabá.
O evento reuniu empresários, autoridades e representantes das forças de segurança para discutir a prevenção a crimes no ambiente empresarial, os riscos digitais e os impactos da Lei nº 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção.
Na abertura, o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destacou que a segurança é uma das maiores preocupações da sociedade e afeta diretamente as empresas, os trabalhadores e a atividade econômica.
riscos no ambiente empresarial
“Segurança pública e setor produtivo precisam conversar, compartilhar informações e construir estratégias conjuntamente. O crescimento de Mato Grosso deve ser acompanhado por um ambiente cada vez mais seguro para quem trabalha, produz e investe”, afirmou.
Prevenção e segurança digital
A palestra “Prevenção Inteligente e Segurança Digital” foi conduzida pelo diretor da Daci, coronel PM Sizieboro Elvis de Oliveira Barbosa, e pelo diretor-adjunto da unidade, tenente-coronel PM Danilo.
destacou a importância da colaboração das empresas
A apresentação abordou golpes com Pix, boletos adulterados, falsas centrais de atendimento, clonagem de WhatsApp, phishing e o uso de inteligência artificial em fraudes. Também foram apresentadas medidas para reforçar a proteção de dados, dispositivos e operações financeiras.
“As recomendações podem parecer básicas, mas muitas pessoas deixam de adotá-las. Nosso objetivo é aumentar os fatores de proteção e reduzir os riscos”, ressaltou o coronel Elvis.
Impactos jurídicos
Os aspectos jurídicos da Lei Antifacção foram apresentados pelo promotor de Justiça Renne do Ó Souza e pela procuradora da República Thereza Luiza Fontenelli Costa Maia. Eles abordaram o combate ao crime organizado, o compartilhamento de informações e a cooperação entre instituições públicas, empresas e sociedade.
jurídicos da Lei Antifacção
Renne ressaltou que o direito penal integra o enfrentamento à criminalidade, mas não deve ser tratado como solução única. “A solução para esses problemas passa pela participação da sociedade civil organizada nessas agendas”, disse.
Já a procuradora Thereza Fontenelli Costa Maia destacou que as empresas podem contribuir com informações importantes para as investigações. “Os empresários que estão na ponta podem ajudar os órgãos de segurança e o Ministério Público a investigar esse tipo de criminalidade de forma mais direcionada”, afirmou.
entre segurança pública e setor produtivo
Autoridades presentes
Também participaram do encontro o superintendente da Fiemt, Lucas Barros; o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Fabrício Braga; o secretário adjunto de Inteligência da Sesp, delegado Wylton Massao; o chefe da Inteligência da Polícia Federal, delegado Antônio Flávio; o secretário adjunto da Sefaz, Vinicius Simioni; o vice-presidente da Fiemt, Jandir Milan; o diretor da Fiemt José Providência; e o superintendente regional do Sesi, Alexandre Serafim.
Texto e fotos: Felipe Leonel