Lideranças e especialistas debatem Plano de Desenvolvimento Florestal como estratégia para o futuro de Mato Grosso
transformar o potencial em novas oportunidades econômicas
O Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Contema/Fiemt) realizou, nessa segunda-feira (19), o 1º Seminário que debateu a Agenda Ambiental de Mato Grosso: Gestão, Regulação e Novas Perspectivas. O encontro teve como um dos principais focos o debate sobre o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso, iniciativa estratégica para orientar o crescimento sustentável do setor e ampliar as oportunidades de agregação de valor a partir dos recursos florestais do Estado.
A discussão sobre o plano colocou em evidência o potencial de Mato Grosso para avançar na produção florestal sustentável, no aproveitamento da biomassa, na bioeconomia e na industrialização, criando novas oportunidades de investimentos, geração de empregos e desenvolvimento regional.
Para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, o planejamento de longo prazo é fundamental para transformar o potencial ambiental do Estado em novas oportunidades econômicas.
“Mato Grosso tem um potencial enorme para avançar na economia florestal e na bioeconomia. O desafio é transformar esse potencial em desenvolvimento, agregação de valor, investimentos e geração de oportunidades, sempre com responsabilidade ambiental. Para isso, precisamos de planejamento, segurança jurídica e de uma agenda construída com a participação do setor produtivo e das instituições. O Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa é importante justamente porque aponta caminhos para que esse crescimento aconteça de forma sustentável e estruturada”, destacou.
Plano busca orientar desenvolvimento do setor florestal
O Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa de Mato Grosso 2026–2040 estabelece uma perspectiva de longo prazo para o desenvolvimento do setor, buscando fortalecer a cadeia florestal e ampliar o aproveitamento econômico sustentável dos recursos disponíveis no Estado.
A proposta está relacionada à criação de condições para ampliar a competitividade do setor, estimular investimentos, fortalecer a industrialização e incentivar novas cadeias produtivas associadas à madeira, à biomassa e à bioeconomia.
O planejamento também busca contribuir para uma maior agregação de valor dentro do próprio Estado, ampliando as possibilidades de transformação da matéria-prima e fortalecendo a participação da indústria na cadeia florestal.
Para o presidente do Contema, Adilson Ruiz, a atuação do Conselho é fundamental para aproximar o setor produtivo das discussões que envolvem a agenda ambiental e contribuir para a construção de soluções que considerem as necessidades da indústria e as particularidades de Mato Grosso.
“O Contema tem um papel importante justamente por ser um espaço de diálogo e construção. Precisamos estar presentes nas discussões que definem os caminhos da agenda ambiental de Mato Grosso, levando a visão e as necessidades do setor produtivo, mas também buscando construir soluções que conciliem desenvolvimento e preservação.”, afirmou.
Recursos hídricos em debate
A programação do seminário foi composta por três painéis temáticos. O primeiro, “Governança das Águas: Gestão e Planejamento dos Recursos Hídricos”, foi mediado por Marcelus Mesquita e contou com a participação de Sérgio Batista, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
A discussão abordou aspectos relacionados à gestão e ao planejamento dos recursos hídricos, tema fundamental para garantir o uso sustentável da água e oferecer maior previsibilidade para as diferentes atividades econômicas desenvolvidas no Estado.
Áreas úmidas e drenagem
O segundo painel, “Áreas Úmidas e Drenagem: Segurança Jurídica e Soluções Técnicas”, foi conduzido pelo presidente do Contema, Adilson Valera, e reuniu representantes do setor produtivo, da academia e da iniciativa privada.
O debate contou com Rodrigo Bressane, da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), que abordou a Resolução Consema e seus aspectos relacionados às áreas úmidas e à drenagem.
discussões que envolvem a agenda ambiental
Na sequência, o professor doutor João Carlos, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), apresentou um estudo sobre drenos subterrâneos, com enfoque nos aspectos relacionados às suas aplicações.
Com uma perspectiva mais prática, o empresário Uislei Macedo tratou da instalação de drenos, apresentando aspectos técnicos e soluções aplicáveis à realidade do setor produtivo.
O painel colocou em evidência a necessidade de aproximar conhecimento técnico, regulamentação e experiência prática para encontrar soluções que ofereçam segurança jurídica e sejam adequadas às características do território mato-grossense.
Novo licenciamento ambiental
O terceiro painel, “Novo Licenciamento Ambiental: Mudanças e Impactos para Mato Grosso”, foi mediado por Wellington Andrade e teve como painelistas Valmi Lima, da Sema, e Tatiana Monteiro, advogada especialista na área ambiental.
Valmi Lima apresentou as medidas de adequação dos procedimentos de licenciamento ambiental da Sema diante das novas regras, enquanto Tatiana Monteiro abordou as principais alterações no licenciamento e seus impactos para empresas e empreendedores.
O debate reforçou a importância de acompanhar as mudanças regulatórias e compreender seus efeitos sobre a atividade produtiva, especialmente diante da necessidade de conciliar eficiência dos processos, proteção ambiental e segurança jurídica.
Texto e fotos: Vívian Lessa
